Curadoria Inteligente
18/03/2026 | 3 min leitura

Celulose: O Motor Oculto da Economia Sul-Mato-Grossense e de Diversas Cadeias Produtivas

A celulose se destaca como principal produto de exportação do MS, impulsionando a economia e presente em diversos itens do cotidiano.

Celulose: O Motor Oculto da Economia Sul-Mato-Grossense e de Diversas Cadeias Produtivas

Líder nas exportações do Estado, material essencial no cotidiano também movimenta bilhões

Por: Nathália Santos

Imagine um cenário onde itens essenciais como papel higiênico, embalagens, filtros de café, fraldas e livros desaparecem repentinamente.

Essa situação ilustra a importância estratégica da celulose, sobretudo em Mato Grosso do Sul, onde se configura como o principal produto de exportação.

Dados da Semadesc revelam que, em 2025, o estado atingiu um marco de US$ 10,7 bilhões em exportações.

A celulose lidera esse montante com 28,9% de participação, superando soja e carne bovina. Quase um terço das vendas externas do estado dependem da celulose.

IMPACTO IMEDIATO NA INDÚSTRIA

A ausência do material causaria a falta de itens básicos nos lares em poucas horas.

Contudo, os maiores impactos seriam sentidos rapidamente na economia.

A cadeia produtiva seria interrompida de imediato. Mato Grosso do Sul é um importante polo de produção de celulose, com fábricas voltadas à exportação.

Sem a celulose, as indústrias paralisariam, contratos seriam afetados e a circulação de mercadorias diminuiria.

LOGÍSTICA, EFEITO EM CADEIA E EXPORTAÇÕES

O impacto se estenderia além das indústrias como Eldorado Brasil e Suzano. A celulose impulsiona o transporte rodoviário, ferroviário e portuário, integrando uma cadeia logística extensa.

Essa interrupção comprometeria a logística e impactaria diversos setores da economia, atingindo atividades direta e indiretamente ligadas ao setor.

A celulose é fundamental no mercado internacional, com destaque nas exportações do estado para diversos países. Uma interrupção afetaria contratos, pressionaria a balança comercial e prejudicaria a competitividade estadual.

DO COTIDIANO À ECONOMIA

A celulose, presente em itens simples, possui uma relevância econômica estrutural, sustentando cadeias produtivas, empregos e exportações.

Apesar da crescente digitalização, a economia permanece dependente de bases físicas, como embalagens e processos industriais que utilizam a celulose.

O Perfil News já mostrou que a celulose impulsiona a produção de papelão ondulado, essencial para embalagens no e-commerce. A Empapel registrou altos volumes de expedição de papelão ondulado, acompanhando o crescimento do varejo digital.

Em 2024, foram expedidos 4,2 bilhões de papelão ondulado, um aumento de 5% em relação a 2023, quando foram expedidas 4 bilhões de toneladas.

O Brasil ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de papelão ondulado, liderando o crescimento na expedição entre 2024 e 2023, com um aumento de 5,0%.

A cadeia produtiva se inicia nas florestas plantadas, passa pela produção de celulose, fábricas de papel e chega às indústrias de embalagens. Empresas como Klabin e Suzano se destacam nesse processo.

POLO MUNDIAL

A Suzano consolidou Mato Grosso do Sul como um dos principais polos de produção de celulose. A empresa é a maior produtora global de celulose de eucalipto, com capacidade de 13,5 milhões de toneladas por ano no Brasil. Em 2024, registrou vendas recordes de celulose e papel.

As unidades de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo somam 5,8 milhões de toneladas anuais de capacidade instalada, tornando o estado central na estratégia industrial da empresa. A fábrica de Ribas do Rio Pardo, resultado do Projeto Cerrado, adicionou 2,55 milhões de toneladas à capacidade da empresa e é uma das maiores do mundo.

A substituição do plástico por materiais renováveis também impulsiona o mercado de embalagens de papelão, devido a metas ambientais e políticas de sustentabilidade.

Original em Perfil News

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