Curadoria Inteligente
30/05/2026 | 3 min leitura

Retomada da UFN-3 impulsiona economia e gera empregos em Três Lagoas

Após 12 anos, a retomada da UFN-3 em Três Lagoas movimenta a economia, gera empregos e fortalece a cadeia produtiva local.

Retomada da UFN-3 impulsiona economia e gera empregos em Três Lagoas

A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-3) já está surtindo efeitos notáveis em Três Lagoas. Com a instalação de empresas, locação de imóveis e montagem da estrutura inicial, o projeto da Petrobras adentra uma nova etapa, sinalizando um período de expansão econômica, criação de postos de trabalho e robustecimento da cadeia produtiva da região.

Na última quinta-feira (28), representantes da estatal estiveram no município para coordenar informações com o setor da construção civil. De acordo com o presidente do Sindicato da Construção Civil Pesada (Sintiespav), Nivaldo da Silva Moreira, o encontro ratificou o caráter definitivo da retomada. “Eles vieram para entender os acontecimentos passados e demonstraram satisfação. Asseguraram que a obra se concretizará, dada a necessidade do país. Já estão presentes na cidade, dando início às contratações e organizando toda a estrutura”, informou Nivaldo.

Segundo o presidente do sindicato, a movimentação é evidente. Empresas envolvidas na obra iniciaram a locação de alojamentos, residências e escritórios, além de organizar serviços cruciais, como a contratação de uma clínica para a realização de exames admissionais e a montagem de uma cozinha para atender os trabalhadores nesta fase inicial. Essa dinamização imediata terá impacto em setores como o imobiliário, o comércio e a prestação de serviços.

No setor imobiliário, os reflexos já se manifestam. Conforme o presidente interino da Associação dos Corretores de Imóveis de Três Lagoas, Pedro Provenzano, a demanda por imóveis aumentou com a chegada de trabalhadores e empresas. “Há um grande número de pessoas chegando, e estamos atendendo diversas famílias. É uma questão de tempo para a cidade crescer, especialmente no setor de locação”, salientou.

A previsão inicial é de contratar cerca de 2 mil trabalhadores nesta primeira fase, com aumento gradual conforme o progresso das frentes de trabalho. No auge, a obra deverá empregar até 8 mil pessoas. “A obra tem início agora, isso é um fato. Será realizada em etapas, em um efeito dominó”, explicou Nivaldo. A Engeko Engenharia, responsável pelos pacotes 1, 2 e 4 da obra, já divulgou o endereço de e-mail para o envio de currículos e iniciou a mobilização em Três Lagoas para a retomada da obra.

Além do impacto direto no emprego, a retomada da UFN-3 deverá gerar uma transformação econômica em Três Lagoas. A instalação da unidade tende a atrair novas empresas fornecedoras, ampliar a demanda por serviços e impulsionar setores como transporte, hotelaria, alimentação e qualificação profissional.

Outro efeito positivo é a criação de oportunidades para os trabalhadores locais. Apesar da necessidade de mão de obra especializada de outras regiões, serão oferecidos cursos de capacitação direcionados especificamente para a obra, possibilitando que mais moradores entrem no mercado de trabalho.

Paralisada desde 2014, a UFN-3 já possui cerca de 81% da estrutura concluída. O investimento estimado para a finalização é de aproximadamente R$ 5 bilhões. Quando entrar em operação, prevista para 2029, a planta terá capacidade para produzir cerca de 1,2 milhão de toneladas de ureia por ano, além de amônia, diminuindo a dependência brasileira de fertilizantes importados.

A expectativa é que, após a conclusão, a unidade mantenha entre 4 mil e 5 mil empregos diretos e indiretos, garantindo um impacto duradouro na economia local.

Original em RCN 67

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