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15/06/2026 | 3 min leitura

Três Lagoas e sua região tornam-se motor da transformação industrial com crescimento acima da média nacional

A região de Três Lagoas impulsiona a indústria de Mato Grosso do Sul, liderando a transformação econômica do estado com o crescimento do setor de celulose e diversificação.

Três Lagoas e sua região tornam-se motor da transformação industrial com crescimento acima da média nacional

Vista aérea de Três Lagoas (Foto: Perfil News)

As indústrias de celulose transformaram Mato Grosso do Sul em uma das principais fronteiras de crescimento do setor no Brasil

A indústria brasileira prosseguiu seu processo de recuperação em abril, registrando um crescimento de 0,7% em relação a março. Este foi o quarto mês consecutivo de expansão, impulsionado por dez dos quinze locais investigados pelo IBGE na Pesquisa Industrial Mensal (PIM-Regional), o que sublinha a retomada da atividade industrial em diversas localidades do país.

O índice nacional acumula uma expansão de 4,4% ao longo dos últimos quatro meses. Graças a isso, o setor industrial já opera acima do patamar pré-pandemia, mas ainda se encontra aquém do seu ápice histórico, atingido em 2011.

Em Mato Grosso do Sul, o panorama é ainda mais encorajador. O estado tem consolidado uma das mais notáveis transformações econômicas da região Centro-Oeste, estimulada por aportes em celulose, bioenergia, processamento de alimentos, mineração e logística.

Nos anos recentes, o complexo industrial sul-mato-grossense conquistou relevância nacional, notadamente com a ampliação da cadeia florestal e a edificação de grandes unidades fabris orientadas para a exportação.

Localidades como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Inocência e Campo Grande são polos de novos empreendimentos que expandem a capacidade de produção e criam postos de trabalho em segmentos estratégicos.

TRÊS LAGOAS LIDERA O AVANÇO

As empresas do setor de celulose, por exemplo, impulsionaram Mato Grosso do Sul, tornando-o uma das principais áreas de expansão do segmento no país. Três Lagoas, reconhecida como a “Capital Mundial da Celulose”, sedia as operações da Suzano e da Eldorado Brasil, liderando as exportações estaduais. Ribas do Rio Pardo recebeu uma nova fábrica da Suzano. Em Inocência, está em andamento o Projeto Sucuri, da Arauco, com um aporte de R$ 25 bilhões e capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas anuais. Bataguassu está prevista para ser a próxima, com a Bracell anunciando a construção de uma unidade.

Ao passo que a indústria nacional foi impulsionada em abril, sobretudo, pelos setores extrativos e de derivados de petróleo e biocombustíveis, Mato Grosso do Sul sustenta um caminho pautado na diversificação da produção e na agregação de valor às cadeias do agronegócio. Essa estratégia minimiza a dependência exclusiva da produção primária.

A performance industrial repercute diretamente na economia do estado. Além de robustecer a arrecadação e a criação de postos de trabalho formais, o setor eleva a procura por serviços, transporte, energia e infraestrutura, estabelecendo um ciclo de desenvolvimento que abrange diversas regiões sul-mato-grossenses.

Especialistas ressaltam que a convergência entre a abundância de matéria-prima, a posição geográfica estratégica, os incentivos à industrialização e os avanços logísticos têm sido decisivos para colocar Mato Grosso do Sul entre os estados mais atraentes para novos investimentos industriais.

Os aportes na BR-163 e na Rota Bioceânica consolidam esse panorama. Com a projeção de continuidade dos investimentos para os próximos anos, a perspectiva é que a indústria continue a expandir sua fatia na economia sul-mato-grossense, solidificando uma transformação estrutural que modifica o perfil produtivo do estado e aumenta sua importância no contexto nacional.

Original em Perfil News

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