Curadoria Inteligente
11/09/2026 | 3 min leitura

Surto de mão-pé-boca acomete 24 crianças em creche de Três Lagoas

Centro de Educação Infantil precisou ser interditado por um dia após surto da doença; crianças afetadas seguem em tratamento domiciliar.

Surto de mão-pé-boca acomete 24 crianças em creche de Três Lagoas

Um surto da síndrome mão-pé-boca afetou 24 crianças matriculadas no Centro de Educação Infantil Diva Garcia de Souza, localizado no bairro Paranapungá, em Três Lagoas. Como medida preventiva e de controle, a instituição precisou ser interditada durante um dia para a execução de uma barreira sanitária e uma limpeza minuciosa do espaço.

Apesar de o CEI já ter retomado suas atividades normais, os alunos diagnosticados continuam afastados mediante atestado médico. Informações obtidas no local indicam que todos os casos evoluíram de forma leve, com tratamento realizado em casa, e alguns estudantes já obtiveram alta médica para retornar às aulas.

A infecção é bastante comum em crianças pequenas e apresenta facilidade de propagação em locais de convívio coletivo, a exemplo de creches e escolas infantis.

Adriana Spazzapan, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Três Lagoas, ressaltou que a elevação nos registros de qualquer agravo ou moléstia transmissível obriga o acionamento dos departamentos de vigilância epidemiológica e sanitária, responsáveis por analisar o cenário e estabelecer estratégias de contingência.

“Sempre quando há um aumento de número de casos de qualquer agravo, qualquer doença transmissível, é necessário sim um acionamento da vigilância epidemiológica e da vigilância sanitária, para fazer uma análise da situação e elaborar um plano de contingência”, afirmou.

A barreira sanitária compreendeu uma desinfecção aprofundada das instalações. Conforme explicou Adriana, os agentes químicos empregados são os mesmos da rotina diária, mas o protocolo foi elevado para uma higienização integral, baseada nas diretrizes sanitárias da Anvisa.

A especialista também apontou que a enfermidade possui rápida disseminação, principalmente entre os pequenos, que mantêm contato próximo durante as brincadeiras e atividades coletivas.

“É uma doença muito transmissível. A transmissão é oral, por gotículas, fezes e também contato. São crianças pequenas, elas brincam muito, estão todo o tempo juntas, então muitas vezes não tem como segurar a transmissão”, explicou.

O controle da situação depende primordialmente do afastamento dos menores infectados, que só devem voltar ao ambiente escolar após avaliação e liberação médica.

Os responsáveis pelos alunos foram informados e receberam recomendações sobre os cuidados exigidos. A Vigilância Epidemiológica enfatizou a relevância da colaboração entre todas as partes: famílias mantendo os estudantes em casa no prazo determinado, escola cumprindo as determinações e a equipe de limpeza executando os procedimentos estabelecidos.

A coordenadora recorda que episódios semelhantes podem surgir com outras patologias típicas de espaços coletivos, como catapora, gripes e problemas respiratórios. No caso do CEI Diva Garcia de Souza, a conduta consiste em seguir estritamente as orientações das autoridades de saúde, mantendo os doentes isolados até a alta.

Apesar do elevado índice de contágio, a orientação oficial é de que não há espaço para pânico, visto que existem protocolos definidos para o enfrentamento da situação em unidades de ensino públicas e privadas, focando na contenção do vírus e na segurança para o retorno dos alunos liberados.

Original em RCN 67

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