Em resposta ao aumento de casos de chikungunya no Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) estabeleceu um novo fluxo emergencial de regulação médica focado nos casos mais graves da doença. A Resolução SES/MS nº 555, publicada na terça-feira (07), visa otimizar o atendimento e diminuir os riscos de complicações.
A nova diretriz determina que pacientes classificados nas prioridades P1.0 e P1.1, indicativos de quadros graves ou potencialmente graves, recebam uma resposta de regulação em até uma hora após a solicitação, garantindo assim um atendimento mais rápido e eficaz.
"Vaga zero" entra em uso em situações emergenciais
Entre as ações previstas, a resolução regulamenta a utilização da chamada “vaga zero”, que possibilita a transferência imediata de pacientes em estado crítico, mesmo que não haja leitos disponíveis. Este recurso será ativado em circunstâncias extremas, quando todas as outras opções de encaminhamento já tiverem sido consideradas.
A medida surge em um contexto de emergência de saúde pública em Dourados, onde a epidemia de chikungunya permanece ativa. Dados epidemiológicos revelam altas taxas de casos positivos, além do registro de casos graves, gestantes afetadas e óbitos em 2026.
De acordo com a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, o objetivo é assegurar maior agilidade e segurança no atendimento, considerando a pressão exercida sobre a rede hospitalar.
Fluxo prioriza a regulação e hospitais de referência
O novo protocolo estabelece uma coordenação entre as centrais de regulação municipais e a estadual, priorizando o encaminhamento para o HU-UFGD (Hospital Universitário da Grande Dourados) e o Hospital Regional de Dourados (HRD). Caso não haja resposta, a vaga zero poderá ser acionada em qualquer unidade com capacidade de prestar atendimento.
A resolução também especifica critérios clínicos para determinar a gravidade dos casos, incluindo sinais como choque, desidratação severa, alteração do nível de consciência e insuficiência respiratória, além de dar atenção especial a gestantes, pacientes com comorbidades e populações indígenas.
Acompanhamento e gestão da rede
Para monitorar os resultados, a SES estabeleceu indicadores diários e semanais, como tempo de resposta, número de solicitações, percentual de atendimento dentro do prazo e óbitos ocorridos antes ou durante a transferência. A medida permanecerá em vigor enquanto persistir a situação de emergência epidemiológica no estado.