Curadoria Inteligente
15/04/2026 | 3 min leitura

Rota Bioceânica impulsiona progresso, mas enfrenta desafios logísticos em MS

Projeto de integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile avança, mas gargalos logísticos ainda precisam ser superados em MS.

Rota Bioceânica impulsiona progresso, mas enfrenta desafios logísticos em MS

Durante uma reunião da Comissão Especial de Direito de Integração da Rota Bioceânica, o secretário da Semadesc, Artur Falcette, apresentou os desafios e as perspectivas de desenvolvimento da Rota Bioceânica.

O Corredor Bioceânico de Capricórnio visa interligar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Em Mato Grosso do Sul, o projeto avança em infraestrutura, governança e facilitação do comércio.

Artur Falcette enfatizou o caráter estratégico do projeto, capaz de transformar a logística e a economia sul-mato-grossense, integrando-a a mercados internacionais. Ele vê a Rota Bioceânica como uma nova fronteira de desenvolvimento para o estado e para o país.

Um dos principais avanços é a construção da ponte binacional sobre o Rio Paraguai, que ligará Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai. A obra, financiada pela Itaipu Binacional, está com 90% de execução e tem previsão de conclusão para agosto de 2026.

As obras de acesso à ponte seguem em andamento. No Brasil, a implantação e pavimentação do acesso à ponte internacional e o contorno rodoviário de Porto Murtinho, na BR-267/MS, devem ser finalizadas em julho de 2027. No Paraguai, o asfaltamento da rodovia PY-15, entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, tem entrega prevista para agosto de 2026.

Falcette enfatizou o compromisso dos países com o corredor, trabalhando de forma integrada para garantir infraestrutura alinhada às demandas logísticas e comerciais.

O projeto do centro aduaneiro de controle de fronteira, em análise, seguirá o modelo de cabeceira única, unindo os sistemas de controle de Brasil e Paraguai. O DNIT é responsável pelos projetos.

O Plano Mestre Regional de Integração e Desenvolvimento do Corredor Bioceânico de Capricórnio, financiado pelo BID, estabelece diretrizes para a integração regional. O próximo fórum está previsto para novembro de 2026, em Antofagasta, no Chile.

Em Mato Grosso do Sul, o Comitê Estadual da Rota Bioceânica, coordenado pela Semadesc, busca garantir o avanço coordenado do projeto. A estrutura conta ainda com o Fórum dos Subgovernadores e coordenação federal pelo Ministério das Relações Exteriores.

Um diagnóstico com representantes dos setores público e privado dos quatro países resultou em 264 soluções para aprimorar os fluxos logísticos. O corredor contempla 104 projetos de infraestrutura física e digital.

Subgrupos técnicos foram criados para fortalecer a governança nas áreas de segurança e saúde. O Brasil aderiu à Convenção TIR para simplificar procedimentos aduaneiros. O 3º Fórum Centro-Oeste de Segurança Rodoviária está previsto para maio de 2026.

O secretário Falcette concluiu destacando a importância da facilitação do comércio para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento regional.

Falcette também enfatizou os desafios para a implantação e operação logística. A infraestrutura logística, a qualificação dos motoristas, a legislação e a segurança no transporte rodoviário são pontos críticos. A ausência de sistemas de transporte eficientes impacta a movimentação de mercadorias.

O secretário salientou a importância de distinguir entre a infraestrutura construída e a capacidade logística instalada para garantir a eficácia da operação. O Corredor Bioceânico reúne setores estratégicos e enfrenta desafios legais e regulatórios.

Original em Radio Caçula

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