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25/07/2026 | 3 min leitura

Plano Diretor contempla estudos para realocar aeroporto e expande verticalização na cidade

O novo Plano Diretor de Três Lagoas foi sancionado, prevendo estudos para a transferência do Aeroporto Regional e a ampliação da verticalização na cidade.

Plano Diretor contempla estudos para realocar aeroporto e expande verticalização na cidade

O recém-sancionado Plano Diretor de Três Lagoas, assinado pelo prefeito Cassiano Maia, representa um marco no planejamento urbano da cidade. As inovações incluem a expansão da verticalização em múltiplas áreas e a introdução de estudos para a eventual realocação do Aeroporto Regional Plínio Alarcon, cuja posição central tem limitado o progresso urbano.

Cristiane Rocha, diretora municipal de Planejamento, informou que a nova lei entrará em vigor em 30 dias após sua publicação, tendo sido desenvolvida para acompanhar a expansão econômica e demográfica de Três Lagoas. Conforme Rocha, um dos focos é fomentar o adensamento urbano via verticalização, visando otimizar a infraestrutura atual e impulsionar novos investimentos no mercado imobiliário.

O novo plano diretor eleva consideravelmente o limite de pavimentos autorizado. Certas áreas da cidade agora permitirão edificações de até 24 andares, e outras até 18 pavimentos, superando o antigo limite de nove pavimentos mais o térreo.

Mesmo nas proximidades das lagoas, a verticalização foi liberada. Contudo, trechos dessa área ainda estão sujeitos às restrições da zona de proteção do aeroporto. Projetos nessas localidades exigirão aprovação de entidades de controle do espaço aéreo, como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A permanência do Aeroporto Regional Plínio Alarcon na zona urbana foi um ponto crucial durante a revisão do Plano Diretor.

Apesar de não impor a transferência do terminal, o plano reconhece que a localização atual do aeroporto dificulta o desenvolvimento municipal e, por isso, estabelece a realização de estudos de viabilidade para uma futura mudança de local.

Conforme Cristiane Rocha, o aeroporto foi estabelecido antes do primeiro Plano Diretor e hoje limita o crescimento de áreas estratégicas devido às exigências de segurança aeronáutica. Ela enfatizou: “O plano não força a mudança do aeroporto, mas inclui essa possibilidade no planejamento urbano. É um estudo complexo, envolvendo aspectos logísticos, financeiros e técnicos, que se torna essencial frente às restrições impostas pelo aeroporto ao crescimento urbano.”

A diretora acrescentou que uma eventual transferência ampliaria o potencial de verticalização em regiões hoje restritas pelo espaço aéreo, beneficiando a expansão urbana e o setor imobiliário. Ela concluiu que o Plano Diretor foi concebido para preparar Três Lagoas para o crescimento futuro, especialmente com o avanço industrial e o aumento populacional.

Original em RCN 67

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