Volume elevado intensifica alerta de temporais, com possibilidade de novos incidentes nos próximos dias
O volume de precipitação registrado nas últimas 12 horas em Mato Grosso do Sul acentua a progressão das instabilidades no estado. Dados do CEMTEC indicam acumulados significativos em diversas áreas, com ocorrências superiores a 100 milímetros em um curto período.
O índice mais alto foi verificado em Maracaju, atingindo 121 milímetros. Em seguida, destacam-se Porto Murtinho, na região do Nabileque, com 92,4 mm, e Mundo Novo, com 78 mm. Também foram notados volumes consideráveis em Rio Verde de Mato Grosso (43,2 mm), Iguatemi (39,6 mm), Itaquiraí (37,6 mm) e Bonito (37 mm).
Outras cidades do sul do estado também apresentaram acumulados relevantes, como Ponta Porã (32 mm), Naviraí (28,2 mm) e Amambai (27,2 mm). Já em regiões como o Pantanal e o bolsão, os índices variaram entre 12,8 mm e 26,6 mm, com ocorrências em cidades como Corumbá, Três Lagoas, Nioaque e Miranda.
Os dados levam em conta medições atualizadas até às 12h20 desta quarta-feira (18).
A intensidade das chuvas ratifica a previsão meteorológica para o estado. De acordo com o Cemtec, a combinação entre calor, alta umidade e a influência de áreas de baixa pressão atmosférica mantém o ambiente propício para pancadas de chuva, que podem ocorrer com intensidade moderada a forte, acompanhadas de raios e rajadas de vento.
O quadro permanece característico do verão, com sol entre nuvens ao longo do dia e aumento da nebulosidade a partir da tarde. As temperaturas permanecem elevadas, podendo alcançar até 31°C em Campo Grande e chegar a 34°C em outras áreas do estado.
A tendência, conforme os modelos meteorológicos, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão aponta para acumulados superiores a 100 milímetros até o início de abril, com maior concentração nas regiões sul, centro-norte e sudoeste de Mato Grosso do Sul.
Mesmo com a proximidade do outono, que tem início oficialmente na sexta-feira (20), o padrão ainda é de calor e instabilidade, conservando o risco de novas tempestades no estado.
(por Gabi Cenciarelli)