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23/02/2026 | 3 min leitura

Árbitra de Três Lagoas sofre discriminação em jogo do Paulistão e recebe apoio

Árbitra de Três Lagoas, Daiane Muniz, é alvo de declaração machista após jogo do Paulistão e recebe apoio de entidades e clube.

Árbitra de Três Lagoas sofre discriminação em jogo do Paulistão e recebe apoio

A árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos, natural de Três Lagoas, ganhou destaque no cenário esportivo nacional após um lamentável episódio de discriminação durante uma partida crucial do Campeonato Paulista.

Após a derrota do Red Bull Bragantino para o São Paulo por 2 a 1, que resultou na eliminação da equipe, o zagueiro Gustavo Marques questionou a presença de uma mulher na arbitragem, em uma entrevista ainda no campo. A declaração relacionou o desempenho profissional ao gênero da árbitra, causando indignação.

As manifestações foram consideradas machistas por muitos, que ressaltaram a incompatibilidade desse tipo de pensamento com os princípios de respeito e igualdade no esporte.

Carreira

Daiane, natural de Três Lagoas, construiu uma carreira sólida na arbitragem. Em 2020, ela fez história ao se tornar a primeira mulher a atuar como árbitra principal em um jogo do Campeonato Sul-Mato-Grossense masculino. Mais tarde, integrou o quadro da Federação Paulista de Futebol, onde também atua como árbitra de vídeo em competições nacionais.

No âmbito internacional, ela participou como assistente de vídeo na Copa do Mundo Feminina Sub-20 e novamente em um torneio importante, a Copa do Mundo Feminina da FIFA, marcando sua presença em eventos de destaque global.

Retratação

Diante da repercussão negativa, o Red Bull Bragantino divulgou uma nota oficial repudiando as declarações do atleta e pedindo desculpas à árbitra. O clube informou que Gustavo Marques, acompanhado do diretor esportivo Diego Cerri, foi ao vestiário da arbitragem para se desculpar pessoalmente.

A diretoria informou que Daiane aceitou as desculpas, mas ressaltou a seriedade do ocorrido e a necessidade de responsabilidade por parte dos atletas, mesmo diante da frustração. O clube também comunicou a abertura de uma avaliação interna para a possível aplicação de medidas disciplinares.

Posicionamento da Federação

A Federação Paulista de Futebol expressou indignação e classificou a fala como misógina. A entidade enfatizou que possui diversas mulheres em seu quadro de arbitragem e que a participação feminina é um motivo de orgulho para o futebol paulista.

O caso foi encaminhado ao Tribunal de Justiça Desportiva para análise e eventual aplicação de sanções. Como as declarações ocorreram após o término da partida, não houve punição imediata em campo.

O episódio amplia a discussão sobre igualdade de gênero no futebol e destaca a necessidade de combater práticas discriminatórias em um ambiente historicamente dominado por homens.

Original em RCN 67

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