Curadoria Inteligente
30/05/2026 | 4 min leitura

Anvisa libera fábrica da Ypê e produtos fabricados a partir de abril

A Anvisa autorizou a retomada da produção na fábrica da Ypê em Amparo (SP), mas mantém restrição para produtos com lotes que terminam em 1.

Anvisa libera fábrica da Ypê e produtos fabricados a partir de abril

AGÊNCIA BRASIL – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para a retomada da produção na fábrica da Ypê, localizada em Amparo, interior de São Paulo, nesta sexta-feira (29). A decisão foi tomada após a agência constatar que a empresa corrigiu grande parte das falhas sanitárias identificadas em inspeções anteriores.

Essa decisão permite que a Química Amparo, responsável pela fabricação da marca Ypê, retome suas operações de forma imediata.

A liberação foi concedida após uma nova inspeção que envolveu a Anvisa, o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e a Vigilância Sanitária de Amparo.

O que foi alterado

De acordo com a Anvisa, a empresa apresentou um plano para cumprir 76 exigências sanitárias identificadas durante uma inspeção realizada em abril deste ano. As medidas exigidas incluíam melhorias nos processos de fabricação, no rastreamento dos produtos, no controle de qualidade e no monitoramento de possíveis riscos sanitários.

“Constatamos que a fábrica da Ypê já possui as condições necessárias para operar com segurança e oferecer produtos sem riscos sanitários à população brasileira”, declarou o presidente da agência, Leandro Safatle, em comunicado.

A agência também informou que continuará monitorando as ações corretivas implementadas pela empresa.

Produtos liberados

Com a decisão, os produtos da Ypê fabricados a partir de 1º de abril de 2026 poderão ser comercializados e utilizados normalmente.

A liberação abrange itens como lava-roupas líquidos, detergentes lava-louças líquidos e desinfetantes produzidos após essa data.

Produtos que continuam suspensos

Apesar da retomada da produção, parte dos produtos da marca permanece com a venda e o uso proibidos.

A restrição continua valendo para todos os detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com lotes que terminam em “1”, e que foram fabricados até o dia 31 de março.

Segundo a Anvisa, “esses produtos devem permanecer armazenados em local seguro e não podem ser descartados. A liberação ocorrerá à medida que a empresa apresentar laudos de laboratórios autorizados pela Anvisa”.

Entenda o caso

A crise teve início no dia 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da Ypê, após identificar falhas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo.

A fiscalização identificou 76 irregularidades sanitárias e apontou risco de contaminação microbiológica nos produtos fabricados na planta industrial.

O caso ganhou destaque adicional devido ao registro, em novembro de 2025, de um episódio de contaminação microbiológica envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha lava-roupas.

Sobre a bactéria

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no meio ambiente, presente na água, no solo e em locais úmidos. Em pessoas saudáveis, geralmente não causa problemas graves.

No entanto, ela pode causar infecções em pessoas com baixa imunidade, como pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados, idosos e pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico.

Diante disso, a Anvisa classificou as medidas adotadas como preventivas, visando evitar riscos à saúde da população.

Monitoramento constante

Mesmo com a liberação da fábrica, a Anvisa informou que manterá o monitoramento da empresa para verificar se todas as medidas exigidas serão mantidas de forma permanente.

A agência também ressaltou que os produtos ainda suspensos só poderão retornar ao mercado após a apresentação de novos testes laboratoriais autorizados pelo órgão.



Original em Radio Caçula

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